Riscos financeiros: por que conhecer e como fazer uma gestão eficiente?

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Os riscos financeiros têm relação direta com o modo que uma empresa opera, afinal, estar imune à crises exige um bom planejamento, pois, sua gestão não é algo simples de fazer, bem como requer uma série de informações e análises essenciais para a tomada de decisão mais acertada para a sua organização. 

Conhecer os perigos a que sua empresa está exposta e como elaborar uma estratégia para combater o inimigo de maneira eficaz é fundamental para “blindar” o seu negócio. Para te manter informado sobre o assunto, preparamos este artigo com o objetivo de apresentar as etapas do processo, desde a identificação do risco até o monitoramento dos resultados das ações implementadas. Confira!

O que são riscos financeiros?

O conceito da gestão de riscos é vinculado à negatividade, mas ao contrário do que muitos pensam, também podem ser relacionados ao lado positivo. Afinal, se você não tivesse tentado, não teria criado sua empresa, não é mesmo? Logo, a intenção é buscar maximizar aqueles positivos e minimizar os negativos.  

O que verdadeiramente significa um risco? Para que você possa compreender bem o seu conceito, vamos analisar os três pontos principais: evento, probabilidade e impacto.

  • Evento: é determinado por aquilo que gera o risco, assim como seu efeito e consequência;
  • Probabilidade: é a chance que aconteça efetivamente;
  • Impacto: é a extensão da consequência, sua importância para a empresa.

Para descobrir sua exposição ao risco, multiplique a probabilidade de ocorrência de um evento pelo impacto que ele pode causar.

As chances de um risco  acontecer e o tamanho do impacto que pode causar indicam a relevância deste evento para a sua empresa. Ou seja, quanto maior a probabilidade e impacto, maior sua relevância.

Como fazer uma gestão de risco de forma eficiente?

Uma gestão de risco eficiente é realizada em várias etapas. Continue a leitura para conhecê-las.

Identifique os riscos

Identificar os riscos passíveis de acontecer é a primeira coisa a ser feita. Para isso, é possível usar técnicas que vão de brainstormings à análise de processos, passando pela análise de mercado (SWOT) e por entrevistas anônimas (Método Delphi).

Nesta etapa, considere aqueles internos e externos à organização e procure detalhá-los ao máximo para entender todas as variáveis envolvidas. Uma dica é usar a técnica do Diagrama de Causa e Efeito. Feito isso, agrupe-os por afinidades (riscos com fornecedores, com o governo, com a sociedade etc).

Analise!

Aqui, você pode utilizar três métodos para determinar a probabilidade de ocorrência e o impacto de cada risco, com o objetivo de classificá-los para tratar os mais perigosos primeiro. São eles:

  • Descritivo: é fácil de aplicar, mas consiste em uma análise subjetiva, pois não permite mensurar a relevância do risco para a empresa;
  • Qualitativo: envolve a determinação de uma escala (risco baixo, médio e alto), é fácil de aplicar e permite formar uma visão comparativa;
  • Quantitativo: é o método mais difícil, porém, mais preciso, pois determina o impacto do risco para a empresa em valores reais. Normalmente calcula-se o impacto financeiro gerado caso o evento venha a ocorrer.

Busque respostas

Este é o momento de definir seu plano de ação para combater os riscos negativos e reforçar os positivos. Para isso, verifique os seguintes cenários:

  • Riscos que não podem ser tratados: aceite-os e as respectivas consequências;
  • Riscos que podem ser reduzidos: tome atitudes para minimizar ao máximo seus efeitos;
  • Riscos que podem ser eliminados: elimine totalmente a causa raiz;
  • Riscos positivos: que podem ser maximizados ao adotar medidas para aumentar a probabilidade de acontecerem;
  • Riscos que podem ser transferidos: contrate seguros, limite suas responsabilidades nos contratos assinados e diminua sua participação em investimentos, entre outras medidas.

Faça monitoramento

Monitore os riscos identificados e aqueles que não puderam ser solucionados de antemão, atualizando constantemente seu Plano de Gestão de Riscos.

Quais são os principais riscos financeiros?

Basicamente, o ramo empresarial apresenta cinco riscos financeiros. Veja quais são eles.

Risco de crédito

O risco de crédito é um dos mais comuns e está atrelado à possibilidade do credor não receber o montante que lhe é devido por parte do mutuário, ou o pagamento não ser realizado na data prevista.

Risco de liquidez

O risco de liquidez também é bastante comum e está relacionado à possibilidade de uma empresa não ser capaz de arcar com os seus passivos. Pode ser causado por uma falta de boa gestão do capital de giro.

Risco de mercado

O risco de mercado está ligado às oscilações de preços e cotações em bolsa de valores. Abrange desde as ações de uma empresa, até a cotação de commodities e moedas nos mercados internacionais.

Risco operacional

Correspondem a perdas geradas por funcionários, processos, sistemas e eventos externos que possam afetar o funcionamento da sua empresa. É o caso dos defeitos em equipamentos, do uso de sistemas de informática obsoletos e da baixa qualificação de funcionários.

Risco jurídico

Relacionado à legislação, o risco jurídico pode implicar prejuízos financeiros quando a justiça é acionada. Logo, prestar atenção principalmente aos direitos do consumidor e às leis trabalhistas é essencial.

Quais são as boas práticas de gestão de risco financeiro?

Veja abaixo algumas medidas eficazes para lidar com os principais riscos financeiros. 

Faça o controle dos aspectos jurídicos e contábeis da empresa

Manter o controle e funcionamento da empresa em ordem com a Receita Federal e o governo não é nada simples. Recolhimento de impostos, pagamento de taxas e prestações de contas devem ser feitos com precisão para evitar problemas judiciais.

Portanto, tenha um contador, setor jurídico ou advogado de confiança para lidar com essas obrigações e garantir que tudo está sendo feito conforme a lei e dentro dos prazos corretos.

Realize análise de crédito

Avaliar as condições de crédito de clientes e fornecedores ajuda a empresa ter uma compreensão melhor de quem são as pessoas e empresas que impactam o seu fluxo de caixa, evitando golpes, inadimplência e crises que reduzem seu crescimento.

Evite depender de um único fornecedor

Depender apenas de um fornecedor é extremamente arriscado para a saúde financeira da organização, pois, se essa empresa decidir aumentar os preços ou parar de fornecer para o seu estabelecimento, certamente você terá que lidar com uma crise.

Para evitar que isso ocorra, tenha sempre uma lista de possíveis fornecedores substitutos ou garanta um contrato condições de pagamento e regras para alterações de valores.

Correr riscos faz parte da trajetória rumo ao sucesso, e que não há como evitar as incertezas em sua totalidade, ao adotar as estratégias mencionadas neste artigo, é possível diminuir os riscos financeiros da empresa e garantir o crescimento sustentável do negócio.

Vimos o quanto é importante saber identificar e analisar os riscos financeiros para minimizar seus danos. Acompanhe nosso Linkedin para conferir outros conteúdos relevantes!


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