Liderança feminina nos negócios: desafios e estratégias7 min de leitura

Liderança feminina
A liderança feminina cresce gradualmente no mercado de trabalho. E nos últimos anos, houve um significativo avanço, graças aos anos de luta.

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A liderança feminina nos negócios cresce gradualmente no mercado de trabalho. Mesmo que seja a passos lentos, nos últimos anos, houve um significativo avanço, graças aos anos de luta do movimento feminista em conjunto com outros grupos, que buscam igualdade de gênero.

Desse modo, cada vez mais, as empresas enxergam as vantagens de contar com mulheres nas posições de liderança. Seja porque elas são mais flexíveis e colaborativas, seja porque elas conseguem promover um clima organizacional mais leve.

A questão é que investir na inclusão no ambiente de trabalho também é benéfico para as empresas. Além delas melhorarem a sua reputação, por fortalecerem a diversidade, ganham com os diferenciais que a mulher possui em cargos de comando. Assim, tornam-se também mais competitivas.

Apesar disso, as mulheres continuam a ser minoria dentro das organizações. Então, para conhecer mais esse cenário, continue com a leitura deste artigo e confira nos tópicos a seguir quais são os desafios e estratégias de liderança feminina na atualidade.

Desafios da liderança feminina

A liderança feminina encontra muitos desafios no mercado de trabalho, apesar dos temas relacionadas à diversidade de gênero terem avançado de maneira significativa nos últimos anos. Entre eles, está o de mostrar que o seu estilo de comando é vantajoso para as empresas.

Em geral, mulheres em cargos executivos focam menos do que os homens no comando e mais na influência. Embora seja uma forma de promover um maior engajamento da equipe ao executarem as suas tarefas, as organizações ainda possuem a cultura de centralizar a tomada de decisões unicamente no gestor.

Além disso, existe o preconceito, que está enraizado no pensamento das pessoas, inclusive, aquelas que não estão acostumadas a ver situações de liderança feminina. Por isso, não raro, a discriminação ocorre de maneira automática, inconsciente, já que por muitas décadas a mulher foi destinada a cargos de menos importância no mercado de trabalho.

Conciliar a vida profissional às demandas da vida familiar é mais um dos desafios da liderança feminina. Isso porque, tradicionalmente, é a mulher quem cuida das crianças e de outros familiares que precisam de assistência, assim como os afazeres do lar.

Existe também o desafio das próprias mulheres não se autossabotarem. Mesmo aquelas que acreditam no empoderamento feminino podem ter atitudes que prejudiquem o seu desempenho, como estabelecer metas altas para si e se culparem quando não conseguem cumpri-las.

Esse tipo de comportamento pode fazer com que a própria mulher não se sinta capaz de assumir posições de liderança, por ter medo de falhar e não dar conta das responsabilidades. Aliás, isso não é incomum, pois elas também cresceram em uma sociedade em que a mulher possuía um papel limitado.

Estratégias de liderança feminina

Os desafios da liderança feminina são ainda maiores do que a luta por igualdade de gênero porque está atrelado a outros preconceitos que transcendem a posição da mulher na sociedade. Assim, enquanto se entender que os homens devem participar menos da educação dos filhos e que líderes em empresas devem ter uma posição autoritária, o empoderamento feminino vai encontrar barreiras.

Por isso, é urgente mostrar como as estratégias de liderança feminina podem tornar empresas mais competitivas e inovadoras. Por outro lado, é importante entender ainda que cada mulher é única e, desse modo, nem todas possuem as mesmas características quando estão no comando.

Dito isso, a mulher, em posições estratégias nos negócios, tem a tendência de promover uma maior cooperação das equipes. Afinal, ela está acostumada a ser requisitada para uma série de demandas ao mesmo tempo, assim, em cargos de liderança, consegue dividi-las com equipe, delegando funções.

Por consequência, a equipe aprende a fazer o mesmo, o que é essencial para que as empresas inovem, já que muitas inovações surgem do trabalho colaborativo. A mulher também tende a ser mais flexível, já que ela precisa conciliar a sua vida pessoal com a profissional.

Essa é mais uma vantagem da liderança feminina, pois com flexibilização é possível romper padrões e encontrar alternativas mais eficientes. Além disso, as mulheres são mais empáticas, sendo que ao se colocarem no lugar do outro percebem melhores as necessidades alheias.

E para aumentar a competitividade de uma empresa, é fundamental entender as dores do público-alvo. Portanto, a mulher na liderança pode tomar decisões que tornem um produto ou serviço mais atrativo para o consumidor.

As mulheres também são conhecidas por terem maior desenvoltura no relacionamento interpessoal. Isso significa que elas conseguem conquistar a confiança da equipe com mais facilidade através da sua comunicação não violenta.

Assim como negociar de modo mais assertivo com fornecedores, parceiros, investidores e clientes. Tudo isso deixa o clima organizacional mais leve, uma vez que elas se mostram receptivas aos feedbacks, contribuindo até mesmo com a retenção de talentos na organização.

Conheça mulheres da liderança

A cada dia, novos nomes de mulheres líderes em organizações, inclusive, de grandes marcas, ganham destaque. Elas mostram como são viáveis os cases de sucesso das mulheres empreendedoras, além de inspirar mais pessoas a investir a liderança feminina nos negócios. Veja a seguir alguns exemplos:

Camila Farani

Formada em Direito, Camila Farani é um importante exemplo de mulher empreendedora e investidora anjo. Ela iniciou no mundo dos negócios atuando na empresa da família, onde inovou com mudanças na gestão. Desde então, tornou-se investidora, inclusive, contribuindo para que outras mulheres também se colocassem em posições estratégicas.

Assim, é cofundadora do grupo Mulheres Investidoras Anjo, além de se especializar em lideranças femininas, o que fez em diferentes instituições. Inclusive, na Smith´s College Executive Education for Women, nos Estados Unidos.

Luiza Helena Trajano

Mais um exemplo de liderança feminina é Luiza Helena Trajano que, por mais de 20 anos, comandou a varejista Magazine Luiza. Atualmente, ela faz parte do Conselho de Administração do Magalu, onde é a presidente. Devido a sua imensa experiência no mundo dos negócios, dedica-se a promover mentorias para futuras empreendedoras e investe nelas em todo o país.

Chieko Aoki

Outro nome de destaque é a CEO fundadora da rede de hotéis Blue Tree Hotel, Chieko Aoki. Japonesa naturalizada brasileira, começou a sua carreira atuando no segmento da hotelaria nos Estados Unidos, em empresas de renome, como a Caesar Park Hotels e a Westin Hotels & Resorts.

Na One7 também temos nomes importantes em cargos de liderança, como:

Chaiene Elias

Diretora de Crédito na One7 com sede em Tatuí (SP), com mais 20 anos de experiência no setor de serviços financeiros e após ocupar diferentes frentes de liderança na companhia.

Patricia Baceti

CFO (Chief Financial Officer), na One7. Diretora executiva de finanças, que conta com passagens em cargos estratégicos em empresas como a DASA, Orizon e Itaú Unibanco.

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