Instituições financeiras x FIDC: qual é a melhor opção?

Compartilhar

O mercado está a todo momento inovando e desenvolvendo novas tecnologias para aprimorar suas mais diversas atividades.

Hoje, as operações de crédito e derivados se tornaram uma ferramenta, proporcionando a existência de iniciativas que utilizam os recebíveis não mais como uma mera forma de cobrança, mas sim como uma atividade financeira bem mais complexa.

A exemplo, instituições como a securitizadora de créditos financeiros, as empresas de factoring, bancos, financeiras e os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) são atividades que utilizam o crédito como produto ou serviço.

Se você está em dúvida sobre qual dessas modalidades utilizar para a sua empresa, acompanhe este artigo até o final e entenda quais são as suas diferenças, conceitos, vantagens e desvantagens!

Instituições financeiras

Quando se fala em captar recursos e tomar empréstimos, talvez as primeiras opções sejam os bancos e as financeiras, que são instituições tradicionais de financiamento. Porém, as empresas de factoring e as securitizadoras também atuam nessa modalidade.

Para entender melhor a comparação entre o FIDC e as instituições financeiras, vamos antes compreender um pouco da atuação de cada um.

Bancos comerciais

No Brasil, os bancos comerciais possuem diversas funções e oferecem vários serviços.

Uma definição simples de banco comercial é: “instituição financeira, pública ou privada, que tem como objetivo fornecer serviços como captação de depósitos à vista, concessão de empréstimos a pessoas físicas e jurídicas e investimentos básicos, como a poupança”.

Para o tomador de crédito, o perigo dos bancos reside nas altas taxas de juros, que podem comprometer os planejamentos futuros.

Financeiras

As instituições focadas em fornecer crédito e empréstimo ao consumidor foram apelidadas de “financeiras” pelos brasileiros e, hoje em dia, já são tão grandes quanto os bancos tradicionais.

Suas taxas tendem a ultrapassar as utilizadas pelos bancos, em contrapartida suas margens de negociação para valores são mais altas, e a exigência de garantias não é tão rígida.

Essas instituições costumam oferecer:

  • financiamento de veículos;
  • financiamento de imóveis;
  • crédito pessoal;
  • crédito consignado, etc.

Factoring

Embora diferentes, as empresas de factoring e as de securitização são muito confundidas por conta da área em que atuam. De fato, ambas trabalham com recebíveis empresariais, mas seus propósitos e serviços oferecidos são diferentes.

Como o próprio termo indica, factoring significa fomento mercantil. Ou seja, tais empresas têm como finalidade fomentar o mercado e o comércio.

Voltadas para empresas de pequeno e médio porte, essas instituições adquirem direitos creditórios das empresas por meio de um contrato, pagando o valor à vista e gerando fluxo no caixa.

Ao realizar uma venda a prazo e adquirir uma dívida, as empresas passam a ter os direitos creditórios sobre a mesma. 

Securitizadora de créditos financeiros

Também atuando na compra de recebíveis, as securitizadoras utilizam uma prática que faz o intermédio nas operações financeiras de várias empresas.

Uma securitizadora é uma instituição financeira que tem como objetivo ajudar as empresas a obterem recursos sem comprometer o limite de crédito junto aos credores e sem prejudicar o índice de endividamento do seu balanço.

A securitização funciona por meio do agrupamento de dívidas (duplicatas, cheques, notas promissórias etc.), convertendo-as em títulos negociáveis no mercado, que são adquiridos por investidores qualificados.

Assim, os ativos financeiros e os riscos são distribuídos, em vez de ficarem sob a responsabilidade de uma só entidade. Esses títulos mobiliários servem, então, como uma forma de levantar recursos e pagar as empresas que cederam os créditos previamente.

FIDC

Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) atuam na compra de recebíveis, como cheques e duplicatas.

Trata-se de um fundo de investimento que destina a maior parte do seu patrimônio (acima de 50%) na aquisição de direitos creditórios, utilizando-os como lastreamento para a distribuição de cotas seniores e subordinadas.

Quando uma empresa vende um bem, um produto ou um serviço a prazo, por exemplo, ela está adquirindo um direito. Esse direito pode ser cedido a um FIDC com uma taxa de desconto, que tem como objetivo remunerar os investidores e garantir o fluxo imediato no caixa da organização.

Esses fundos possuem dois tipos de cotas:

  • As subordinadas, que são destinadas aos investidores “qualificados” e que servem como forma de garantia, caso os devedores não paguem as dívidas adquiridas, de maneira que esses investidores assumam o débito;
  • As seniores, que são direcionadas às empresas ou empresários que cederam as dívidas, tendo preferência sobre as cotas subordinadas para amortização e resgate.

Existem dois tipos de regimes em um FIDC: o aberto e o fechado.

No regime aberto, é permitido ao investidor realizar o resgate de suas cotas de acordo com as regulamentações do fundo. Já no regime fechado, as cotas só podem ser resgatadas no término do prazo de duração.

Há também um regulamento que determina a política de investimento, o segmento atuante e as características de atuação, tais como os riscos envolvidos e os critérios de composição e diversificação da carteira.

A outra parte do patrimônio de um FIDC, isto é, o montante menor, é destinado a investimentos em renda fixa.

Instituições financeiras x FIDC

Por se tratar de uma estrutura e não uma instituição financeira, o FIDC oferece algumas vantagens para a captação de recursos em relação às outras modalidades. Há incidência de impostos sobre o financiamento bancário, por exemplo, o que não acontece quando se utiliza a movimentação financeira dos Fundos.

Independentemente da área de atuação, qualquer empresa pode ter sua própria estrutura de FIDC, transformando os recebíveis em garantia para a captação de recursos, antecipando as contas a receber e adiantando as contas a pagar.

Assim sendo, escolher entre uma empresa de factoring, uma securitizadora de créditos financeiros, um banco, uma financeira ou um FIDC depende muito do seu objetivo e da situação financeira do seu negócio. Os custos operacionais desse fundo de investimento devem ser considerados, caso a empresa tenha interesse em constituir seu próprio fundo.

Tais modalidades se mostram excepcionalmente viáveis para trabalhar melhor com as dívidas. No entanto, como você pôde observar, as instituições financeiras têm como objetivo o fluxo do caixa e a gestão do balanço, enquanto o FIDC é uma forma de investimento, mesmo sendo utilizado por empresas para conseguir recursos com mais rapidez.

Agora que você já entendeu os conceitos, as características e as atuações dessas modalidades, que tal fazer seu pré-cadastro e desfrutar dos serviços que um FIDC oferece?


Compartilhar

Comente este artigo

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *