Gestão financeira – Os fatores mais importantes para o seu negócio!

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Uma boa gestão financeira é um ponto crucial para o desenvolvimento de qualquer negócio. Afinal, toda empresa tem como objetivo o lucro e sem ele não há razão de existir. Porém, nem sempre as instituições estão preparadas para conseguir esse objetivo, seja por falta de conhecimento, seja devido à grande quantidade de tarefas.

Por isso, neste artigo, abordamos alguns pontos relevantes para você conseguir desenvolver a organização financeira na empresa em que atua. Assim, você trará mais controle para as contas da organização, mais tranquilidade para a rotina de trabalho e ajudará os sócios a conquistarem o lucro para planejarem o futuro dos negócios.

Não perca tempo! Comece a desbravar agora mesmo todas as possibilidades da gestão financeira. Continue conosco!

O que é a gestão financeira?

Para começar, vamos aprofundar um pouco esse conceito. Quando pensamos em pessoas físicas, sabemos que existem dezenas de práticas positivas de finanças pessoais que evitam o endividamento.

Nas finanças corporativas, a lógica é a mesma. A grande diferença está no impacto que uma empresa administrada de forma ineficiente tem: em vez de abalar apenas uma família, o mau uso do dinheiro pode fechar as portas de um negócio e impactar dezenas ou centenas de pessoas.

O problema é que é muito mais difícil controlar o dinheiro de uma empresa do que o de uma família. Todos os dias são feitas diversas operações, como pagamentos, recebimentos e projeções de mercado. Então, as melhores companhias cercam-se de profissionais talentosos para dar conta do recado e trazer o desenvolvimento necessário.

Como começar? Crie uma gestão eficiente, onde a equipe financeira deverá fazer as seguintes tarefas:

  • Gestão de contas a pagar;
  • Gestão de contas a receber;
  • Controle de gastos;
  • Acompanhamento do fluxo de caixa;
  • Precificação de produtos;
  • Decisões de investimento;
  • Captação de recursos de terceiros;
  • Planejamento e aplicações de todas essas funções.

À primeira vista, essas funções parecem meramente burocráticas, mas na verdade, esse é um setor estratégico como poucos em um negócio. Podemos dizer que se uma empresa é um organismo vivo. Assim, comparando a um corpo humano, as finanças seriam o coração da instituição.

Para que a empresa tenha uma vida longa, então, é preciso colocar alguns passos em execução. Assim, a gestão financeira ajuda a identificar possibilidades de crescimento e até a reduzir a inadimplência. Tudo isso, lidando com um elemento bastante relevante: os ativos do patrimônio.

Importância da gestão financeira

Para entendermos melhor o valor de um bom gerenciamento de recursos em uma empresa, vamos tomar alguns exemplos. Segundo o estudo Sobrevivência das Empresas no Brasil, feito por meio de uma parceria da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e o Sebrae, cerca de um terço dos negócios fecham antes de completarem dois anos no país.

Um dos fatores que levam a essa morte precoce do empreendedorismo é o despreparo para lidar com as necessidades financeiras de uma empresa, como o cálculo de tempo de retorno do investimento, conhecimento da legislação e impostos a pagar, e outras obrigações típicas dessa gestão.

Mas não se engane: não são somente empresas novas que estão propensas a sofrer e fechar por má gestão. Um exemplo clássico brasileiro está no case da Mappin, que chegou a ter um portfólio de 85 mil produtos, além de oferecer crédito para facilitar o acesso dos consumidores a esses itens.

No auge do seu reinado, a Mappin foi vítima de um plano de expansão não escalonado, que aliado a uma situação de revés na economia levou o grupo a afundar em dívidas e, em consequência, decretar falência.

Analisando esse case, podemos entender melhor a função da gestão financeira em uma empresa. De fato, esse setor é responsável por muito mais que garantir que as contas sejam pagas e que as dívidas sejam recebidas. Ele entende como está o mercado, a situação da empresa e projeta as possibilidades de crescimento em curto e longo prazo. Dessa forma, uma gestão financeira que atua de forma estratégica é responsável por:

Garantir a saúde econômica da empresa

Ao controlar o fluxo de caixa, despesas, origens de receita e investimentos, o gestor vai garantir que a empresa tenha sempre uma boa liquidez, não gaste mais dinheiro que o necessário e consiga obter uma margem de lucro satisfatória para prosperar e agradar aos sócios.

Identificar oportunidades de crescimento

Quando faz os controles de estoque, o setor financeiro identifica quais produtos estão saindo com mais frequência e, principalmente, quais deles trazem um retorno mais interessante para o negócio.

Além disso, é comum que esse setor esteja alerta para a movimentação da concorrência, até pela natureza de sua atuação. Então, sempre que houver uma inovação que possa reduzir o market share do negócio, ele ajuda a empresa a se posicionar e não só garantir a fidelização de seus clientes, mas também a conquistar novos consumidores.

Nesse sentido, uma boa gestão de capital abre brechas importantes para que outros departamentos evoluam dentro de uma empresa. Porém, ela também deve ser responsável por avisar quando é hora de pisar no freio.

Afinal, o departamento deve saber calcular quando um investimento vale a pena e, principalmente, quando a empresa não pode arcar com novos projetos. Para isso, conta com a ajuda de indicadores para mensurar a real situação econômica do negócio.

Mensuração de estoque

Um dos desejos prioritários da gestão econômica é descobrir qual é o estoque ideal para uma empresa. Aqui, nem sempre é bom contar com excedentes, já que estoque parado significa dinheiro que não circula.

Com uma gestão de estoques estratégica e consciente, esse setor colabora para que a área de compras saiba quando é bom renovar os produtos, em quais situações vale a pena aproveitar um desconto de fornecedores e também em que época do ano a procura é maior, compensando adquirir mais unidades.

Mantém uma imagem positiva

Ninguém quer vender para pessoas inadimplentes. Sua empresa com certeza tem esse pré-requisito, então pode ter certeza de que o mercado que a cerca também tem. Um dos motivos pelos quais o controle  de contas a pagar é tão importante é que atrasar dívidas com fornecedores, folha de pagamentos e bancos impacta diretamente nos preços e taxas de juros que o negócio paga quando faz compras parceladas.

Atrasar pagamentos com frequência também aumenta o abandono de talentos e, em pouco tempo, os melhores fornecedores deixam de querer vender para você. Tudo isso afeta a imagem do seu negócio perante o público, que percebe a perda de qualidade e ouve os boatos sobre as dificuldades da empresa.

Gestão financeira empresarial

Se você leu esse artigo até aqui, deve ter notado que um gestor financeiro tem uma atuação ampla no andamento de um negócio. Para conseguir lidar com o dinheiro de uma empresa da melhor forma, é essencial que esse profissional esteja alinhado não só com os números, mas também com os objetivos e prioridades da instituição.

Tudo isso, é claro, sem perder de vista as obrigações básicas do setor financeiro de uma empresa. Tem dúvidas de quais são os objetivos de uma boa administração do dinheiro? Verifique alguns pontos essenciais:

Ter um bom fluxo de caixa

A única possibilidade de uma empresa conseguir honrar todas as suas obrigações é gerir adequadamente seu fluxo de caixa. Para isso, é necessário registrar todas as movimentações, sabendo exatamente a origem do dinheiro que entra e o destino do que sai.

Um bom planejamento de caixa pode incluir até mesmo a criação de um cronograma de recebimentos e pagamentos, para garantir um casamento saudável entre as datas. Dessa forma, mesmo quando a empresa sofre um calote, é possível se programar para pagar as obrigações sem deixar o caixa a descoberto.

Evitar comprometimento excessivo dos ativos

É bastante comum que as empresas contem com o capital de terceiros para financiar o crescimento das operações. No entanto, é papel do gestor financeiro não deixar que esse endividamento seja maior que o capital dos sócios investido na empresa nem comprometa demais as receitas.

Em outras palavras, o profissional do setor regula quanto dinheiro a empresa pode dever. Por isso, cabe a ele mensurar até que ponto é possível contar com empréstimos ou compras parceladas de fornecedores para impulsionar o crescimento da empresa.

Agir rapidamente nas necessidades

Situações de alta inadimplência causada por mudanças no cenário econômico e até crescimento repentino proporcionado por uma oportunidade inesperada exigem uma maior reserva de caixa. Afinal, na primeira situação, será necessário cobrir os calotes, e na segunda, é preciso investir mais na produção para lucrar.

Nesse momento, o gestor do capital terá que agir para garantir que as necessidades da empresa sejam satisfeitas. Para isso, pode recorrer a um empréstimo de giro de caixa, venda de ativos ou até mesmo o saque de investimentos. O importante é estar atento a essas possibilidades de necessidade de caixa e ter alternativas quando elas chegarem.

Mensurar os benefícios de um investimento

No dia a dia das instituições, é possível que surjam projetos inovadores e promissores, mas que tragam resultados financeiros que não compensam o dinheiro gasto. Uma boa gestão deve saber calcular esses impactos e não pode ter medo de vetar projetos que não sejam lucrativos.

Buscar opções de crédito com juros baixos

Quando a empresa necessita de empréstimos para financiar seus projetos, cabe ao responsável separar a documentação necessária e buscar as alternativas com as menores taxas de juros do mercado. Além disso, conhecer e colocar em prática outras possibilidades de crédito, como a antecipação de recebíveis, é essencial.

Avaliar a carteira de clientes

Algumas pessoas acreditam que só concede crédito a empresa que trabalha com empréstimos, mas isso não é verdade. Todos os negócios que oferecem vendas com carência e parceladas estão dando crédito ao cliente, pois trocam o produto ou serviço pelo direito de receber aquela dívida.

Nesse caso, a gestão financeira empresarial deve avaliar qual é o perfil de cliente cuja venda a prazo faz valer a pena assumir o risco de inadimplência. Geralmente, são consumidores fiéis, com bom score no SPC ou Serasa e que costumam liquidar as parcelas em dia.

Limitar o acesso ao crédito é um dos pré-requisitos para garantir que o fluxo de caixa da empresa não será desfalcado, especialmente em épocas de crise. Por isso, esse acompanhamento do setor de finanças é tão importante.

Planejamento financeiro

O planejamento é um dos pontos-chave da atuação dos profissionais de finanças. Com conhecimento de mercado e da situação da empresa, os analistas traçam projeções de gastos e receitas para o ano. O acompanhamento recorrente desses números ajuda a saber se a instituição está crescendo como o esperado e, caso não, o que fazer para reverter a situação.

Além disso, o planejamento é uma ótima forma de controlar os gastos e garantir que a empresa terá dinheiro em caixa caso ocorra uma mudança no mercado. Porém, mais do que planejar, é preciso colocar em prática o que está no papel. Avaliar despesas e monitorar as finanças da empresa no dia a dia é a chave para um bom desempenho. Quer saber quais são as melhores práticas para um planejamento eficiente? Confira algumas dicas:

Registrar movimentações

Quanto maior uma instituição é, mais difícil se torna ter controle da entrada e saída de capital, já que um negócio costuma fazer várias transações por dia. A única forma de fazer isso é ao manter um registro atualizado em relação a todas as movimentações financeiras efetuadas pela empresa, da melhor forma possível.

Algumas companhias apostam nos demonstrativos contábeis, como o balanço patrimonial, demonstrativo de fluxo de caixa e DRE para ter um controle do dinheiro. Outras conferem por meio do extrato bancário e planilhas e há ainda as mais modernas, que optam por um software de gestão financeira.

De modo geral, quanto mais completa a opção de gestão escolhida, maior o controle e mais fácil é acompanhar as entradas e saídas da empresa. Sem essa preocupação, o dinheiro escoa e o departamento não consegue saber por onde, abrindo margem até mesmo para fraudes.

Precificar produtos e serviços

Saber quantificar qual o valor ideal para cobrar por produtos e serviços é uma arte, já que envolve diversos fatores. Sem dúvida, conseguir unir custos, despesas, lucro e manter uma faixa competitiva é um desafio e tanto, e cabe ao setor financeiro buscar esse equilíbrio.

Quando a precificação está errada para menos, compromete o lucro e pode levar a empresa à falência. Em contrapartida, quando é alta demais, afasta os consumidores e prejudica a receita.

Ou seja, a precificação correta dos itens à venda é essencial para a sobrevivência de um negócio. Ainda assim, muitos empreendimentos só percebem que esse valor está incorreto quando começam a passar por uma crise. Portanto, a atenção dos profissionais para essa questão deve ser constante.

Separar pessoa física de pessoa jurídica

Um dos grandes desafios dos gestores financeiros é lidar com os donos dos negócios. Algumas vezes, eles confundem a origem do dinheiro e desejam usar o capital da empresa para pagar contas pessoais e vice-versa.

Esse tipo de atitude tem um efeito venenoso na saúde econômica de uma organização, além de ser proibido por lei. Nesses casos, cabe ao departamento instituir um pró-labore para os donos (caso eles atuem diretamente na empresa) ou fazer a distribuição dos lucros aos sócios de maneira organizada.

Cortar gastos desnecessários

Para seguir o planejamento e manter a empresa em uma posição confortável economicamente, em algumas situações, os gestores precisarão tomar algumas atitudes impopulares. O corte de gastos e custos pode ser feito por meio da simplificação de processos e inovação ou mesmo por redução na produção e demissão de pessoas.

Nesses momentos, o foco do gestor deve ser sempre encontrar o que está “sobrando” na empresa, evitando mudanças drásticas e prejudiciais. Por vezes, trocar o fornecedor é uma boa forma de garantir uma economia significativa. Em outras, essa estratégia pode causar uma perda de qualidade.

Saber identificar o que é essencial para a companhia e ter uma mente aberta para novas possibilidades de funcionamento fazem parte das habilidades necessárias para fazer uma economia eficiente. Essas características vão garantir que ele consiga cortar gastos sem impactar negativamente na operação do negócio.

Buscar apoio tecnológico

Existem centenas de softwares financeiros disponíveis no mercado, prontos para colaborar com a organização e o planejamento da sua empresa. Diante disso, contar com a tecnologia não é um investimento desnecessário, é se preocupar com a documentação e redução de erros no trabalho efetuado.

Assim, estar de olho nas possibilidades que a tecnologia oferece para esse departamento e buscar alternativas mais modernas para simplificar os processos é uma prática que eleva a qualidade do serviço prestado.

Agora que você já sabe como administrar o dinheiro da companhia em que trabalha, vamos trazer duas opções de ações para momentos diferentes. O adiantamento de recebíveis é um apoio extra nas dificuldades, e fundo de investimentos aplica o dinheiro dos lucros em títulos rentáveis e com risco minimizado. Confira!

Adiantamento de recebíveis

No cenário da gestão financeira de uma empresa, existe a opção de fazer um adiantamento de recebíveis para aumentar o capital de giro. Essa ferramenta é muito importante já que, por se tratar de uma modalidade de crédito com garantia, costuma ter um custo mais baixo para as empresas e uma contratação menos burocrática.

Como o próprio nome diz, a antecipação de recebíveis é a possibilidade de receber o dinheiro relativo a uma venda antes do prazo de pagamento. Para isso, paga-se uma pequena porcentagem do valor total do título, que passa a ficar sob responsabilidade do banco. Podem ser antecipadas receitas com vendas no cartão de crédito, cheques pré-datados e duplicatas.

Como funciona o adiantamento de recebíveis

No ato da contratação, a empresa entrega para o banco os documentos relativos à dívida dos clientes e recebe o dinheiro total dos direitos, menos a taxa de juros cobrada e o IOF. Aqui, utilizamos o nome “banco” só para facilitar a compreensão, mas grande parte das Instituições Financeiras conta com essa opção de crédito.

Então, quando o cliente pagar a dívida, quem recebe o dinheiro referente à duplicata ou cheque é o banco. Porém, caso haja inadimplência, a própria empresa terá que pagar o valor relativo a ela. E fique de olho: para optar por essa modalidade de crédito, é necessário ter bastante cuidado ao fazer vendas a prazo, pois se o seu cliente estiver negativado, há chances de o banco não aceitar o título dele. 

Fundos de investimento

Na contramão das dificuldades, também existem momentos em que a empresa está passando por uma boa fase econômica e deseja investir parte do dinheiro dos lucros para ganhar no mercado financeiro.

Nesses casos, alguns se arriscam a investir por conta própria. Para quem não tem experiência com títulos e ações, uma opção é buscar os fundos de investimento. Eles são grupos de pessoas ou empresas que se unem para ter um aporte de dinheiro mais interessante e aplicar em um conjunto de ativos maior, diversificando os mercados.

Existem diversos tipos de fundos. Alguns focam somente em ações, enquanto outros atuam apenas com títulos do governo, outros com debêntures e títulos de renda fixa, e assim por diante. Como possuem aplicações diferentes, cada um tem uma taxa de risco que acaba sendo equilibrada pelos ganhos em vista.

No entanto, independentemente do tipo de fundo escolhido, esse tipo de investimento costuma ter uma taxa de risco menor do que o cenário em que a empresa opta por aplicar o dinheiro sozinha.

Essa redução dos perigos se dá, em parte, pela experiência do gestor da carteira, que é um profundo conhecedor do mercado financeiro. Além disso, são feitas diversas aplicações, minimizando os riscos de colocar os ativos em apenas um título, como ocorreria se a própria companhia aplicasse o capital sem conhecimento técnico.

Muitos desafios

Os profissionais financeiros das empresas sabem que o número de desafios para conseguir financiar o crescimento cresce todos os dias, especialmente em um cenário de crise. Porém, com um planejamento eficiente, construir uma base econômica sólida para as companhias é bem mais fácil.

Por isso, neste texto, trouxemos os pontos cruciais de uma gestão eficiente, e ainda apontamos as melhores práticas para ter sucesso na administração do dinheiro. Seguindo essas dicas, você vai saber como agir nos momentos de bonança e de dificuldade para levar sua empresa a ser líder de mercado.

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