FIDC: como funciona esse tipo de investimento4 min de leitura

FIDC: Fundo de Investimento em Direito Creditório
Você já ouviu falar de FIDC? Trata-se de um tipo de aplicação menos conhecida, continue com a leitura deste artigo para saber mais.

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Você já ouviu falar do Fundo de Investimento em Direitos Creditórios? Trata-se de um tipo de aplicação menos conhecida, no entanto, bastante vantajosa para quem deseja diversificar as suas aplicações. O também chamado FIDC entra na categoria de investimentos de renda fixa.

Portanto, se você deseja saber mais a seu respeito, continue com a leitura deste artigo. Nos tópicos a seguir, obtenha as principais informações sobre esse tipo de investimento, como funciona, para quem é indicado e quais são as suas vantagens e desvantagens.

O que é FIDC e como funciona

O FIDC é um tipo de aplicação e a sua sigla significa Fundo de Investimento em Direitos Creditórios. Desse modo, consiste em um fundo de investimento que aplica em títulos de crédito, ou seja, nas contas a receber de uma determinada empresa.

Entre alguns exemplos de direitos creditórios estão os valores de aluguéis, cheques, duplicatas e de parcelados no cartão de crédito. Portanto, essas dívidas são convertidas em títulos e vendidas a terceiros, em outras palavras, aos investidores interessados na aplicação.

Devido as suas características, o FIDC é ainda um veículo de securitização de recebíveis. Afinal, quando a empresa vende para o fundo os seus recebíveis, ela consegue antecipar o recebimento de recursos. Claro, em troca de uma taxa de desconto, que se torna o rendimento para os investidores.

Além disso, é um tipo de aplicação pouco conhecido, mas que integra as opções de renda fixa, uma vez que a sua remuneração se baseia em uma taxa pré-definida. E assim como os demais fundos de investimento, reúne recursos financeiros de diversos investidores para uma aplicação em conjunto.

Diferentes segmentos de mercado podem fazer uso do Fundo de Investimento em Direitos Creditórios. Assim, podem se tornar ativos de um FIDC as contas a receber de empresas do ramo financeiro, industrial, imobiliário e comercial.

Assim como das áreas de hipotecas, prestação de serviços e arrendamento mercantil. Outro ponto importante é que, por lei, o fundo deve ter no mínimo 50% do dinheiro investido em direitos creditórios. Com isso, os outros 50% podem ser aplicados em demais opções de renda fixa.

Tipos de FIDC, cotas e para quem é indicado

Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios se dividem em dois tipos: os abertos e os fechados. Nos primeiros, quem realiza uma aplicação consegue resgatar os rendimentos a qualquer momento, desde que respeite as regras de liquidez do fundo.

Além disso, em geral, o FIDC aberto tem prazo indeterminado de duração. Já no FIDC fechado, os investidores só estão aptos a fazer o resgate quando chega o término do fundo. Por isso, é uma modalidade de aplicação que conta com um prazo determinado para durar.

 Existem ainda dois tipos diferentes de cotas, sendo elas a cota sênior e a cota subordinada. O primeiro oferece rentabilidade prefixada e funciona como um título de renda fixa. Dessa maneira, ela dispõe de resgate, recebimento de juros ou amortizações do valor, tornando o risco do investimento menor.

 Enquanto isso, quem aplica na cota subordinada recebe apenas depois que todos os cotistas seniores receberem. Com isso, há o risco de assumir possíveis inadimplências. Todavia, esse tipo de cota apresenta uma maior rentabilidade para quem investir.

Por conta das suas características, os FIDCs são indicados para investidores mais experientes. Inclusive, para aqueles que são considerados profissionais. Os investidores com certificação da Comissão de Valores Mobiliários são outros para quem esses fundos são recomendados.

O mesmo pode-se dizer das pessoas físicas ou jurídicas com investimentos superiores a R$ 1 milhão. É importante entender ainda que todo o FIDC possui um regulamento, que serve para definir a política aplicada ao fundo. Nele, constam todas as regras vigentes.

Vantagens e desvantagens do FIDC

 Assim como os demais tipos de investimento, o FIDC também possui suas vantagens e desvantagens. Entre os principais pontos a seu favor está a possibilidade de haver um retorno maior que outras aplicações de renda fixa.

Além disso, por se tratar de um fundo de investimento, existe um gestor profissional, que administra o patrimônio do fundo. Isso garante maior confiabilidade e segurança para a aplicação. E mais, quem aplica nos FIDCs conhece os riscos envolvidos, uma vez que eles são categorizados por agências classificadoras.

Aliás, entre as suas desvantagens, está o fato de ser uma aplicação de maior risco em relação a outras opções de renda fixa. Nesse sentido, eles não possuem proteção do Fundo Garantidor de Créditos. E como já dito, é restrito a investidores qualificados, uma vez que exige altos investimentos iniciais.

E claro, mais uma desvantagem é o risco de crédito, já que podem haver atrasos e inadimplência. Portanto, embora ofereça rendimentos mais atrativos também existe uma chance maior de perdas financeiras.

 Para saber mais informações sobre esse assunto, entre em contato conosco ou acesse o nosso site. Nos acompanhe também pelo LinkedIn!

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