Descubra 11 tipos de indicadores de desempenho para medir a eficiência da gestão financeira

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Analisar os resultados financeiros de uma empresa é uma forma importante de saber se o negócio vai bem. No entanto, é preciso utilizar os indicadores de desempenho corretos para saber com exatidão como está sua gestão financeira e saber como agir caso sua marca esteja dando prejuízo.

Não é novidade que a crise tornou o mercado instável. Por isso, acompanhar as métricas da organização é fundamental para criar manobras de marketing e gestão financeira mais eficientes, para sobreviver neste cenário, que ainda pode demorar para mudar.

Neste artigo, mostraremos algumas das principais classes de indicadores de desempenho que podem te auxiliar nesta jornada rumo ao sucesso. Vamos começar? 

1. Indicadores de rentabilidade

Os indicadores de rentabilidade permitem avaliar os lucros da organização relacionados a um dado nível de ativos, capital investido e vendas. A exibição dos itens demonstrativos como, por exemplo, porcentagem de vendas (procedimento conhecido como análise vertical), é utilizada na comparação da performance de uma empresa entre períodos diversos. Os indicadores mais utilizados são os listados abaixo.

Faturamento bruto

Este indicador mostra quanto capital vai entrar na organização. O faturamento bruto refere-se à soma dos ganhos que foram conquistados em um determinado período. Caso o resultado esteja abaixo do esperado, você precisa abortar as estratégias financeiras e de marketing vigentes para criar outras mais assertivas, melhorando sua gestão financeira, a fim de conquistar mais clientes 

Fórmula:

Volume de Vendas X Preço Unitário

Lucratividade (%)

Essa é a principal referência para saber se a sua marca está sendo rentável ou não. Como o resultado é dado em percentual, torna-se possível a comparação entre empresas, independentemente do porte ou segmento de mercado, sendo usado por bancos ou investidores para análise de financiamentos.

Fórmula: Lucro Líquido / Faturamento X 100

Ticket médio

É a média do valor de cada venda da marca. Ele pode ser calculado de três formas:

  • por venda: indica se a empresa está comercializando produtos/serviços de maior ou menor valor;
  • por vendedor: indica quem são os melhores vendedores da equipe, permitindo recompensar aqueles que atingiram as metas;
  • por cliente: mostra os clientes mais e menos lucrativos, abrindo maneiras de priorizar atendimentos mais rentáveis ou diferenciar as relações de venda.

Fórmula: Faturamento Bruto / Volume Total de Vendas

Margem operacional

Esse indicador mede a eficiência operacional dos processos da empresa, ou seja, a porcentagem de cada valor proveniente de vendas e serviços que restou após o abatimento de todas as despesas, exceto o imposto de renda.

Fórmula: Resultado Operacional / Receita Líquida

Margem EBITDA

Os analistas, em geral, preferem este indicador em vez da margem operacional, pois seu cálculo exclui depreciações e despesas financeiras. O EBITDA (Lucro Antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização, em português) é muito utilizado no mercado de ações, pois permite a comparação entre empresas, até mesmo de ramos diferentes. Seu resultado possibilita analisar o resultado final da empresa e o processo de formação de riqueza como um todo, melhorando a gestão financeira da companhia. 

Fórmula: Lucro Operacional + Depreciações + Amortizações

Margem Líquida

Expressa a relação entre o lucro líquido e a receita líquida de vendas. A margem líquida estabelece a porcentagem de cada R$ 1 de venda que restou após a quitação de todas as despesas, inclusive o imposto de renda. Funciona de maneira semelhante à margem operacional, mas as taxas pagas no imposto de renda são incluídas no lucro líquido.

Fórmula: Lucro Líquido / Receita Líquida

Retorno sobre Patrimônio (ROI)

O ROI representa a taxa de retorno do investimento dos sócios da empresa. Ele mensura a rentabilidade de uma organização ao mostrar o quanto de lucro foi gerado com o capital investido pelo grupo de acionistas.

Fórmula: Lucro Líquido / Patrimônio Líquido

2. Indicadores de estrutura e capital

Essa classe de indicadores avalia a posição de endividamento — quantia de recursos de terceiros utilizada para financiar a empresa — e a competência da empresa em gerar caixa para liquidar os juros/coberturas e/ou garantir o avanço sustentado de suas atividades, mais conhecida como taxa de retenção.

Margem de Contribuição

A margem de contribuição representa o quanto o lucro da venda de cada mercadoria participará no pagamento de todas as despesas e custos fixos, além de gerar renda. Se a margem de contribuição for baixa, a marca pode estar cumprindo a demanda de mercado muito bem, só que com prejuízos. 

Fórmula: Faturamento – (Custos Variáveis + Despesas Variáveis)

Ponto Crítico de Vendas (Break-Even Point)

Também conhecido como ponto de equilíbrio, o ponto crítico de vendas (PCV) representa a quantia mínima necessária de serviços prestados ou vendas para quitar todas as despesas e custos da companhia e não ter prejuízo. Logo, as despesas e os custos totais devem ser equivalentes às vendas, não criando nem prejuízo e nem ganhos.

Esse índice é importantíssimo para quem deseja empreender e conhecer o valor mínimo que a futura marca terá de faturar para ser viável. Além disso, o PCV também é útil para as empresas já existentes que têm a intenção de refinar suas estratégias de venda a fim de aumentar o lucro e crescer no mercado.

Fórmula: Custos e Despesas Fixas / Índice da Margem de Contribuição

Cobertura de Juros

A cobertura de juros mede o quanto a receita operacional pode encolher antes que a organização torne-se impossibilitada de quitar seus custos anuais. Esse indicador mostra a dimensão da dívida da empresa, se ela gera renda o bastante para cobrir suas despesas, inclusive com juros.

Fórmula: EBIT (Lucro Antes dos Juros e Impostos) / Despesas com Juros

Capital de Giro

É o montante necessário para custear e manter as despesas operacionais cotidianas. O capital de giro se refere a uma reserva rápida de capital que uma empresa necessita para suprir as atividades da gestão financeira durante seu funcionamento, como compras de matéria-prima, contas a pagar, salários, etc.

Fórmula: Ativo Circulante – Passivo Circulante

3. Indicador de Liquidez

Os índices de liquidez auxiliam na gestão financeira, pois visam descobrir se a companhia possui quantia suficiente para honrar com suas obrigações. Seus dados são obtidos apenas do balanço patrimonial.

A liquidez corrente é o melhor e mais usado indicador dessa categoria, pois indica a quantia que a empresa tem a receber no curto prazo sobre o quanto é preciso pagar no mesmo período. Espera-se que o resultado seja acima de 1, pois se esse valor não for atingido a empresa terá dificuldades em pagar suas contas de curto prazo.

Fórmula: Ativo Circulante / Passivo Circulante

4. Indicadores de atividade

Os indicadores de atividade medem a rapidez com que várias contas são transformadas em caixa ou venda. Veja abaixo os principais:

Giro de Caixa

Quando o índice de liquidez corrente é pequeno, isso quer dizer que o giro de caixa é grande, ou melhor, que o dinheiro recebido pelos produtos já vendidos é rapidamente utilizado para financiar suas operações.

Giro de Estoque

É o parâmetro que demonstra o desempenho de um estoque, indicando de forma padronizada sua qualidade referente à armazenagem dos produtos estocados. Esse índice pode ser utilizado em qualquer tipo de estoque, independentemente de seu porte e complexidade. Existem duas forma de se calcular o giro de estoque, com duas fórmulas respectivas cada:

  • Pelo valor do estoque (indicado para qualquer tipo de estoque)

Fórmulas:
Valor Inicial do Estoque + Valor Final do Estoque / 2
Valor dos Produtos Vendidos / Valor Médio dos Estoques

  • Pela quantidade (empresas que possuem um mix pequeno)

Fórmulas:

Estoque Inicial + Estoque Final / 2Número de Produtos Vendidos / Média do Estoque

5. Indicadores de custos fixos e custos variáveis

Certamente, os custos fixos e custos variáveis estão entre os indicadores financeiros mais utilizados pelas empresas modernas quando o assunto é gestão financeira. Afinal, eles ajudam a organização a manter seu índice de competitividade, calculando a viabilidade do negócio com base em seus gastos de funcionamento e produção.

Dito isso, podemos afirmar que os custos fixos são os indicadores que apresentam quais são as despesas contínuas em uma empresa. Em outras palavras, aqueles gastos que não são alterados com o decorrer do tempo ou volume de vendas.

A melhor forma de definir se um custo é fixo ou variável é notar se ele não é afetado com base na produção. Por exemplo, se uma transportadora gasta mais combustível ao realizar mais entregas, significa que esse é um custo variável, pois aumenta ou diminui de acordo com a demanda.

Sendo assim, podemos considerar como custo fixo contas como:

  • gastos com segurança e limpeza;
  • aluguel do estabelecimento;
  • salários dos funcionários (com exceção das comissões);
  • seguro das instalações;
  • impostos, entre outros.


Já os custos variáveis são aqueles que sofrem variação de forma proporcional às atividades comerciais ou volume de produção da empresa, ou seja, seus valores estão diretamente ligados ao volume produzido no período em questão. Conhecer esses indicadores financeiros é crucial para saber ao certo quanto a organização precisa produzir, no mínimo, para cobrir os gastos e obter lucro com o negócio.

6. Indicadores de margem de contribuição

A margem de contribuição é um dos indicadores financeiros capazes de apresentar quanto da comercialização de cada produto ou serviço contribuirá para que a empresa consiga cobrir todos as despesas e custos fixos e ainda ter um índice de lucratividade positivo.

Conhecer esse indicador é fundamental para o planejamento estratégico de qualquer organização, principalmente no que se diz respeito à tomada de decisões pertinentes aos investimentos e expansão dos negócios. Se a margem de contribuição não for boa o suficiente, pode significar que a empresa está vendendo bem, mas ainda sim está tendo prejuízo.

Para chegar ao seu cálculo, é preciso que a empresa tenha seus custos separados em fixos e variáveis, conforme mostramos no tópico anterior.

Fórmula da margem de contribuição: Preço de Venda – (Custo Variável + Despesa Variável)

7. Indicadores de ponto de equilíbrio

O ponto de equilíbrio consiste, de forma sintetizada, na quantidade de receitas mínimas que uma organização precisa para que possa cobrir todas as suas despesas e custos.

Conhecer esse indicador de desempenho é importante para saber o quanto a empresa precisa vender no mínimo, não gerando gerar nem lucro e nem prejuízo, sem que necessite recorrer a outras fontes de renda para que possa arcar com os seus compromissos financeiros. Por isso, ele é muito utilizado na hora de definir metas de vendas, por exemplo.

Para chegar ao seu valor, deve-se somar os custos fixos com as despesas financeiras e dividir o valor pela porcentagem da margem de contribuição.

Fórmula do ponto de equilíbrio: Despesas fixas / Margem de contribuição

8. Indicadores de Retorno sobre o Capital Investido (ROIC)

ROIC é a sigla para Return Over Invested Capital, ou, em português, Retorno sobre o Capital Investido. Ele consiste em um indicador financeiro utilizado para mensurar o retorno sobre o capital investido, como o próprio termo sugere. Basicamente, é a soma do capital próprio ao capital de terceiros.

O ROIC deve ser calculado por meio da relação entre o resultado líquido da organização, menos dividendos (NOPAT), dividido pelo total contábil do capital. Em aspectos percentuais, ele aponta quanto dinheiro a empresa consegue gerar com o capital investido.

Podemos afirmar que o ROIC é um dos indicadores de desempenho mais abrangentes, pois é capaz de apresentar com precisão a performance financeira de uma empresa.

Fórmula do ROIC: NOPAT / Valor Contábil do Capital Investido

9. Indicadores de recebíveis

A tarefa de acompanhar os recebíveis de uma empresa precisa ser realizada de forma rotineira, pois é preciso sempre ter os valores consolidados e os prazos dos recebíveis em aberto para fazer análises. Esse indicador financeiro tem três principais finalidades:

  • avaliar o percentual dos recebimentos à vista para ajustá-lo ao gerenciamento das finanças e custos ao ritmo de entradas no caixa;
  • projetar o fluxo de caixa da organização com precisão, juntamente às despesas futuras;
  • identificar os clientes inadimplentes para fazer a cobrança, com o objetivo de consolidar todo o faturamento previsto.

10. Indicadores de retorno financeiro

O retorno financeiro é um dos indicadores de desempenho mais importantes a serem calculados, principalmente quando se está em busca de investidores para o negócio. Afinal, é preciso saber ao certo quanto retorno e em quanto tempo a empresa pode proporcionar, mantendo uma boa gestão financeira. 

Para chegar ao seu valor, você deve ter total controle sobre as despesas da empresa — fixas, variáveis e até mesmo imprevistos em potencial — para apurar o Burn Rate e finalmente chegar à capacidade de retorno financeiro com base no aporte almejado.

11. Indicadores da margem líquida

Para concluirmos, é importante citar um dos indicadores financeiros que mais têm ligação com o índice de lucratividade do negócio: a margem líquida. De forma simplificada, a margem líquida indicará o que restou do valor das vendas, depois da dedução de todos os custos fixos e variáveis, incluindo o imposto de renda.

Ela serve para indicar qual é o lucro líquido de cada unidade de venda da empresa, sejam produtos, sejam serviços. Quanto maior for essa margem, maior será a sobra que a organização terá depois de receber de suas vendas e a retirada das deduções e taxas.

Fórmula da margem líquida: Margem Líquida = (Lucro Líquido / Vendas) x 100

Cada um dos indicadores de desempenho e indicadores financeiros mostrados ao longo deste artigo podem auxiliá-lo na gestão financeira de sua empresa. Basta colocar a mão na massa e correr atrás dos valores citados!

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