Como separar despesas e lucros entre sócios de uma empresa?

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Dividir adequadamente as despesas e lucros de uma empresa é essencial para garantir sua saúde financeira. Quando a companhia é administrada por dois ou mais sócios, no entanto, esses cuidados devem ser redobrados. A separação dos ganhos deve ser feita de forma transparente, de modo que todas as partes sejam devidamente remuneradas de acordo com suas participações dentro da organização.


Uma empresa que conta com um esquema de sociedade se beneficia de uma série de fatores. Além de uma tomada de decisão mais precisa, a companhia conta com a união das expertises de cada um dos membros que têm participação na organização. Isso ajuda a empresa a se tornar mais lucrativa e a alcançar resultados promissores.


Porém, a distribuição dos lucros entre os sócios é um assunto complexo. Afinal, por onde começar? Como separar os ganhos adequadamente? Vamos responder essas e outras perguntas neste artigo. Continue a leitura!

Entenda como separar os ganhos entre os sócios da empresa


Uma das primeiras etapas para garantir uma divisão justa entre os sócios é organizar o caixa da empresa. Cada parte deve receber um retorno sobre os investimentos realizados na companhia — portanto, a divisão deve contemplar essas situações. Para isso, é importante contar com o apoio de um contador para ajudar na distribuição.


Além disso, a separação dos lucros deve ser proporcional à participação do sócios. Isso quer dizer que, se uma das partes tem somente 10% de participação na empresa, seus ganhos estarão diretamente relacionados a esse número.


Abaixo, especificamos como é feita a distribuição dos ganhos e quais casos se aplicam a cada cenário. Entenda!


Pró-labore


O pró-labore é a remuneração que o sócio recebe quando exerce alguma função dentro da empresa, geralmente em algum cargo da alta direção, e também tem participação no capital social da companhia. Ou seja: trata-se de um valor devido pelo seu trabalho dentro da empresa, sem considerar os resultados e o retorno que ele trouxe ao empreendimento.


Portanto, deve-se especificar se os sócios exercerão alguma atividade dentro da organização e, então, delimitar as funções. Em seguida, é preciso definir um valor fixado para o pró-labore que seja compatível com o valor de mercado para a atividade que o sócio exerce.


É importante ressaltar que nem todos os representantes ocupam, necessariamente, um cargo dentro da empresa: existem modelos de negócios nos quais um dos membros entra apenas como investidor ou consultor; nesses casos, ele não receberá um pró-labore.


Distribuição de lucros


Já a distribuição de lucros — ou dividendos — trata-se da remuneração de cada sócio, que pode ou não exercer alguma atividade em cargo de alta diretoria na empresa. Essa divisão é uma contraprestação ao capital empatado e aos riscos assumidos na gestão empresarial.


Essa distribuição é proporcional às cotas do capital social pertencentes a cada membro. Ou seja: se um sócio detém 5% do capital social, então, ele receberá 5% dos lucros da empresa.


Vale ressaltar que o lucro da companhia nem sempre é distribuído entre os representantes. As partes podem optar por reinvestir uma parte dos seus ganhos — ou, ainda, todo o valor — no empreendimento. Se esse for o caso, essa divisão deve ser negociada entre os sócios com cautela e transparência.


Saiba como realizar a divisão de despesas e lucros da empresa


Para que a divisão dos lucros seja feita de forma adequada, é preciso organizar o caixa da empresa. Para isso, deve-se realizar um planejamento financeiro e controlar as despesas e lucros da companhia. Abaixo, listamos algumas práticas para realizar essa tarefa. Confira!


Faça uma apuração das entradas e saídas


Para que a divisão de lucros entre os sócios seja justa, é preciso detalhar quais são as fontes de receita da empresa e quais são as suas despesas. Esse cálculo deve contemplar não apenas o lucro proveniente das operações da companhia, como também os empréstimos cedidos à organização, além de outras possíveis fontes de renda.


Além disso, o cálculo das despesas também deve incluir a quitação de possíveis dívidas a instituições financeiras, investidores ou mesmo entre os sócios. Assim, obtém-se uma noção mais precisa dos resultados que a empresa está alcançando.


Organize o fluxo de caixa para o ano todo


Assim que todos os ganhos e despesas forem apurados, é preciso organizar o fluxo de caixa da empresa com previsões em médio prazo, para, pelo menos, 12 meses. Dessa forma, é possível antecipar possíveis problemas e tomar medidas preventivas para manter a saúde financeira da organização— e dos seus representantes.


Para isso, pode-se utilizar o apoio de planilhas e softwares. Tais ferramentas podem, inclusive, gerar gráficos de tendência que revelam quais são as expectativas financeiras para os meses seguintes. Esse recurso pode servir como um grande aliado no planejamento financeiro empresarial.


Utilize softwares de gestão

Investir em um software de ERP é uma ótima forma de organizar as despesas e lucros entre os sócios. Além disso, a ferramenta dispõe de uma série de recursos que auxiliam as operações da empresa, tais como: automatização de processos, emissão de NF-e, controle de estoque, entre outras funções.


Veja a importância de separar as despesas pessoais e empresariais


Além de repartir as despesas e lucros entre os sócios, é importante que todas as partes compreendam a necessidade de dividir os gastos pessoais e as despesas empresariais. Para isso, todas as operações financeiras devem ser registradas.

Além disso, os representantes da empresa devem ter consciência de que não devem sacar ou transferir recursos da conta corporativa para cobrir gastos pessoais. Essas práticas contribuem para manter a companhia em dia com sua prestações de contas, o que auxilia na divisão de capital entre os sócios.

Controlar as despesas e lucros é uma prática fundamental para garantir a saúde financeira da empresa. Assim, além de manter uma divisão justa entre os sócios, a companhia pode prosperar e expandir suas operações.

Por isso, é importante que todas as entradas e saídas sejam devidamente registradas e validadas pelos representantes da organização.

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