Ciclo de caixa, financeiro e operacional: entenda sua importância!

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Entre os vários ciclos de uma empresa, temos o de caixa, o econômico e o operacional entre os principais.

O ciclo de caixa tem relação direta com o fluxo de caixa, a administração do capital de giro da empresa e o monitoramento dos indicadores financeiros. O econômico, por sua vez, é relacionado à gestão de estoque e pode revelar se a estratégia adotada é eficaz para o gerenciamento das mercadorias, ou não.

Já o ciclo operacional é mais abrangente, podendo não gerar as melhores respostas quando analisado no geral e individualmente. Ainda assim, se mostra importante quando tem seus dados esmiuçados e comparados às informações de outros ciclos.

Agora, quer entender detalhadamente como funcionam esses três ciclos e por que são importantes para a gestão empresarial? Então, continue lendo este artigo!

Ciclo de caixa

O tempo transcorrido entre os pagamentos feitos aos fornecedores e os recebimentos por parte dos clientes é o ciclo de caixa, também chamado de ciclo financeiro.

Para calculá-lo, é preciso subtrair o prazo médio de pagamentos do período entre a chegada da mercadoria e o recebimento pela sua venda — que é o ciclo operacional, que explicaremos a seguir.

Supondo, por exemplo, que o prazo dos recebimentos seja de 28 dias e o ciclo operacional dure 40 dias da chegada dos produtos ao recebimento por suas vendas, temos um ciclo de caixa de 68 dias.

De uma empresa para outra, esse ciclo pode ser maior ou menor. Mas o ideal é que o período dure a menor quantidade possível de dias. Isso pode ser gerenciado pelo negócio por meio de estratégias de adiantamento de recebíveis ou negociação de prazos com fornecedores.

Relação entre ciclo de caixa e indicadores financeiros

Um ciclo de caixa muito alto pode colocar em risco o pagamento das contas. Então, durante o seu período, pode ser necessário recorrer ao capital de giro de bancos e empréstimos, operações que custam juros e podem custar muito caro — inclusive, adicionando mais contas a pagar para o próximo ciclo.

Já um ciclo menor torna mais fácil o pagamento das obrigações, pois garante que o capital de giro entre de maneira mais constante, ajudando a manter um fluxo de caixa positivo e gerar lucros.

Quanto a isso, temos como indicador financeiro o índice de liquidez corrente, que atesta a capacidade de o negócio pagar as suas obrigações no curto prazo, levando em conta o ativo e o passivo circulantes.

O ciclo de caixa também influencia no cálculo do indicador, pois os pagamentos de fornecedores e os recebíveis são elencados nas contas circulantes de ativo e passivo.

Ainda, outro indicador, para o qual o ciclo financeiro é muito importante, é o de necessidade de capital de giro. Sempre que esse cálculo é feito, se faz necessário ter a medição do ciclo de caixa em mãos para visualizar se os recebimentos, e seus prazos, suprem a necessidade para o pagamento de obrigações.

Caso o ciclo financeiro do negócio esteja muito longo ou não tenha medição, a situação pode ser diagnosticada pelo nível de endividamento. Para calculá-lo, divida o ativo pelo passivo do balanço patrimonial e multiplique o resultado por 100, o que dará o percentual do indicador.

Se o resultado final ficar em 60%, quer dizer que mais da metade do capital que financia as operações é de terceiros, enquanto 40% é próprio. E, com um resultado desses, ou outro ainda mais alarmante, é preciso rever o ciclo financeiro, ou medi-lo e encontrar formas de reduzi-lo, para evitar ainda mais endividamento.

Ciclo econômico

Esse ciclo começa quando a mercadoria é estocada na empresa, independentemente de seu pagamento — que pode ser feito dias depois do recebimento —, até quando ela é vendida. Por isso, também pode ser chamado de prazo médio de estocagem.

O ciclo econômico também varia de negócio para negócio, e pode ter o seu tempo modificado estrategicamente. E, também como ocorre com o ciclo de caixa, quanto menor for a sua duração, melhor.

Um ciclo econômico muito grande, por exemplo, pode resultar em estoque parado, o que significa redução de lucratividade e até perdas para a organização. Por outro lado, um ciclo econômico curto demonstra rentabilidade das operações e alto giro de estoque, o que é bom para a lucratividade e reduz a possibilidade de ocorrer perdas.

Também, é necessário relacionar o prazo médio de estocagem com o ciclo de caixa, para que outras respostas sejam geradas sobre a gestão de estoque. Se o ciclo financeiro é curto e, mesmo assim, o econômico se mostra muito elevado, pode ser sinal de que as compras estão mal planejadas e há excessos constantes.

Para isso, existe o indicador de gestão de estoque ponto de pedido. Trata-se do número que sinaliza aos responsáveis por essa gestão de quais compras são necessárias para que não haja ruptura de estoque ou sobras.

Neste caso, para o exemplo que demos de excesso, o cálculo do pedido pode estar errado para cima, indicado aos responsáveis que devem fazer compras quando ainda há bastante estoque. Portanto, após a identificação do problema, seria possível reduzir a quantidade registrada para o ponto de pedido.

Ciclo operacional

O período do ciclo operacional compreende os ciclos econômico e de caixa, pois vai desde a chegada da mercadoria à empresa até o recebimento pela sua venda. Em outras palavras, ele abrange as etapas de ambos os ciclos explicados até aqui.

Para calculá-lo, soma-se o ciclo econômico ao prazo médio de recebimentos. No exemplo do ciclo de caixa, utilizamos o prazo médio de recebimentos de 28 dias. Então, se o ciclo econômico durasse 62 dias, teríamos um ciclo operacional de 90 dias.

Como ocorre com os demais, o ideal é que esse ciclo também dure pouco tempo. Para esse caso, porém, a duração de ciclo pode não ser tão impactante. Se o ciclo operacional durar muitos dias, mas o ciclo de caixa for curto, por exemplo, a empresa não tem o saldo de seu fluxo de caixa e capital de giro comprometidos.

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