4 recursos financeiros com segurança e rapidez para empresas

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Nem sempre é possível contar com os recursos da própria empresa para fazer novos investimentos — como comprar máquinas e equipamentos mais modernos e sofisticados — para expandir o negócio.

Nesses casos, as empresas recorrem, habitualmente, aos bancos, a fim de obter empréstimos e financiamentos para seus projetos.

O problema com essa solução é a necessidade de arcar com juros que nem sempre são atrativos. Assim, o que deveria ser uma solução acaba se transformando em mais um problema.

Apresentamos a seguir 4 recursos financeiros que podem ser obtidos com segurança e rapidez!

1. O empréstimo bancário

O empréstimo bancário é um dos recursos financeiros mais procurados pelas empresas.

Trata-se de um contrato entre o cliente (empresa ou seu representante) e o banco. O cliente recebe um valor que deverá ser devolvido ao banco em um prazo específico, com a adição de juros definidos.

Ao contrário de um financiamento empresarial, o empréstimo bancário pode ser usado da forma que o gestor julgar melhor. Pode-se usar o dinheiro para comprar imóveis, insumos ou equipamentos, pagar funcionários e assim por diante.

O empréstimo bancário, contudo, não é recomendado como solução única para as empresas. Ou seja, não é uma forma de alavancagem que deva ser usada frequentemente, pois os juros podem se tornar um grande problema.

Mesmo considerando linhas de empréstimo específicas para empresas, com juros mais acessíveis, há o perigo de o empréstimo bancário se tornar um hábito a tal ponto de prejudicar as finanças do negócio.

A empresa precisa contar com seu próprio capital também para honrar seus compromissos e fazer frente às suas despesas.

Algumas vantagens do empréstimo bancário para empresa são: os juros que podem ser deduzidos do imposto de renda, pois, pagando uma taxa de juros fixa, se os negócios da empresa caminharem bem, a empresa paga ao banco apenas o valor contratado a título de juros.

Certas desvantagens dessa modalidade de crédito são: o endividamento que pode comprometer o caixa da empresa, ficando mais difícil obter novos empréstimos e financiamentos em função da dívida que já existe; caso os negócios da empresa não sejam bons, nem dinheiro para pagar os juros ela terá, caindo em um círculo vicioso de dívidas não pagas.

2. O empréstimo por meio de conta garantida

A conta garantida é uma modalidade de capital de giro na qual a instituição financeira oferece um limite de crédito à empresa por meio da abertura de conta-corrente. São oferecidas garantias reais ou mesmo de recebíveis.

Entre as vantagens da conta garantida, podemos citar que o limite de crédito pode ser usado para o cumprimento de obrigações a curto prazo, assumindo menores juros e reduzindo, assim, os custos financeiros.

Com duplicatas em garantia, a empresa paga uma tarifa menor pela cobrança dela, o que representa uma vantagem em relação ao desconto de duplicatas.

Por outro lado, obter recursos financeiros por meio de conta garantida implica em pagamento de IOF, que se torna um dos maiores vilões dessa modalidade de crédito.

Todas as vezes que o gestor saca dinheiro na conta garantida, isso equivale a um empréstimo, passível de ser tributado com alíquota de IOF de 0,38% sobre o valor sacado.

Desse modo, se a empresa precisar usar a conta garantida por um período curto, como três dias, deverá pagá-la após esse prazo. Se desejar usá-la novamente dois dias depois, precisará fazer as contas, pois o IOF será tributado duas vezes, pelas duas contas: 0,38% por operação.

3. O empréstimo por meio de cheque especial

O cheque especial é outra forma de a empresa obter recursos financeiros, mas pode sair muito caro.

Os bancos emprestam dinheiro por meio de cheque especial, considerando a movimentação financeira do cliente e as informações contidas no cadastro. A partir disso, é estipulado um limite de crédito.

Esse limite pode ser superior até ao valor atual na conta-corrente. Mas serão cobrados juros altos, pois não existem garantias. Ao lado do cartão de crédito, o cheque especial é a modalidade de crédito com juros mais elevados. A taxa varia conforme o banco.

Se o cliente estiver sem dinheiro em conta para ser debitado ou se ele estourar o limite do cheque especial, pagará mais juros e multas sobre a dívida total.

4. O empréstimo por meio de antecipação de recebíveis

Outra opção, que vem crescendo bastante no Brasil, é a securitização, também conhecida como antecipação de recebíveis. Em países europeus e nos Estados Unidos, essa prática já é muito comum. 

O gestor reúne os títulos a receber da empresa, com diferentes prazos de vencimento, e vende-os a uma instituição especializada chamada securitizadora.

A operação de securitização trabalha com ativos financeiros por meio dos fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs). São investimentos baseados em títulos de crédito de diferentes empresas.

O FIDC compra os títulos depois de uma análise de risco e compõe carteiras de investimentos com, pelo menos, 50% dos recursos financeiros aplicados nesses títulos.

Os títulos são, geralmente, cheques e duplicatas que correspondem a direitos creditórios. Mas também é possível vender faturas, notas promissórias, cartões de crédito, contratos de fornecimento ou de aluguel, créditos imobiliários e assim por diante.

Para as empresas médias é uma forma rápida e segura de obter capital de giro para qualquer finalidade, inclusive para saldar dívidas com juros.

Já utilizou algum desses recursos financeiros? Se você quiser saber mais sobre essas e outras operações, fale conosco


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